Postado 09/12/2015 por André Reu em Noticias
 
 

Surto de dengue ameaça as praias do Paraná em plena temporada



Faltando poucas semanas para a intensificação do movimento de fim de ano e férias no litoral do Paraná, a Secretaria da Saúde (Sesa) está em estado de alerta. O último boletim da dengue, divulgado ontem, aponta um agravo no risco climático da doença, que passou de baixo para médio na regional de Paranaguá, que abrange os municípios litorâneos. Além disso, houve um aumento de 213,82% na incidência da dengue. com o índice por 100 mil habitantes passando de 12,8 no período entre julho de 2014 e agosto de 2015 para 40,17 entre agosto e esta terça-feira (8).

Ivana Belmonte, coordenadora do Centro Estadual de Vigilância Ambiental da Sesa, afirma que a situação no litoral é preocupante principalmente por conta das condições climáticas, que se apresentam favoráveis para a proliferação do vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti.

“Todo período pré-verão é preocupante. E no litoral nos preocupa ainda mais porque é para onde descem as pessoas para veraneio. Então vamos ter um aporte de turistas que descem da região de Curitiba, que não é muito infestada, então são pessoas suscetíveis (à doença).”

A especialista aponta ainda que é preciso se fazer um esforço maior agora na tentativa de exterminar os focos da doença não apenas para se conter a situação no litoral, mas também para evitar que Curitiba, hoje com o índice de infestação zerada, tenha problemas mais graves em um futuro próximo.

“Curitiba hoje tem um índice de infestação zero, mas também foi noticiado que o número de focos da doença teve um aumento de 60%”, comenta a especialista, apontando ainda que o risco é de que aconteça na Capital o que já aconteceu no próprio litoral. Entre julho de 2010 e agosto de 2013, a regional de Paranaguá registrou 22 casos de dengue, todos eles importados. Entre agosto deste ano e ontem já foram 113, todos autóctones.

“Quando o município está infestado, passa a ter a circulação viral. No litoral, há ainda a facilidade de introdução do Aedes aegypti, já que é a grande a movimentação que existe no porto e de caminhões que vem e vão e podem estar levando os ovos do mosquito ou o próprio mosquito. E quem viaja para regiões com circulação viral irá sempre correr algum risco de ser infectado. Então a partir do momento que se instala o mosquito, ele começa a se alimentar do sangue e esparrama para outras pessoas, se instalando. Foi a partir daí que o litoral tornou-se transmissor, por exemplo”, finaliza.



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