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Morretes



 

Aspectos Econômicos

É conhecida como “Capital Agrícola” da região litorânea, sendo que as principais atividades são a olericultura, horticultura e citricultura. Destacam-se as plantações de banana, cana-de-açúcar, milho, mandioca, arroz e feijão, além da produção de cachaça e doces típicos. Nas últimas décadas, vêm sendo exploradas comercialmente as culturas de gengibre e mais recentemente da acerola.

Aspectos Sociais

Às características inerentes ao caboclo ou ao homem urbano morretense se misturam às dos imigrantes italianos, sírios, japoneses, portugueses, alemães, ingleses, entre outros. Conta com uma população de aproximadamente 12.738 habitantes, que em sua maioria dedica-se a agricultura e a pecuária.

Aspectos Geográficos

Sudeste paranaense, 10 m de altitude, com área de 663 km2. O clima quente e úmido. A temperatura média no mês mais quente, é de 22º C e no mês mais frio, 18º C. Situa-se a 68 km da capital

Infra-estrutura de Acesso

Ferroviária

Estação Ferroviária
Praça Rocha Pombo, s/n
Tel: (041) 462-1382

Rodoviária

Terminal Rodoviário Brasílio Carlos Jorge Buffara
Praça Olympio Trombini, s/n
Tel: (041) 462-1115

História

História

A fundação de Morretes data de 1721, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá demarcasse 300 braças em quadra local onde seria a futura povoação de Morretes, para em 31 de outubro de 1733, a mesma Câmara determinar a demarcação das terras. O primeiro morador da região foi o senhor João de Almeida.

Em meados do século XVIII mudou-se para o povoado de Morretes, o Capitão Antonio Rodrigues de Carvalho e sua mulher, dona Maria Gomes Setúbal, construindo ali uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes. Pela Lei Provincial nº 16, de 1º de março de 1841, foi elevada à categoria de Município, sendo desmembrado do de Antonina e instalado solenemente a 5 de julho de 1841.

A 24 de maio de 1869, pela Lei Provincial nº 188, passou a denominar-se Nhundiaquara e recebeu os foros da cidade; mas em 07 de abril de 1870, pela Lei nº 227, voltou a denominar-se Morretes.

Pontos Turísticos

Pontos Turísticos

Porto de Cima

Povoado situado ao pé da Serra do Mar, que teve seu apogeu em decorrência dos engenhos da erva-mate e, nas últimas décadas do século XVIII, passou a ter grande importância econômica como entreposto comercial entre o litoral e o planalto. Com o crescimento político e econômico do interior do Paraná no final do século passado, Porto de Cima chegou a quase desaparecer. Mas guarda vestígios de seu passado retratado pelas ruínas de engenhos, casarões e calçadas de pedras. Foi um grande centro cultural, berço de ilustres personalidades paranaenses. Atualmente possui praia fluvial, área para acampamento e pousada.

Igreja de São Sebastião do Porto de Cima

Devoção de origem portuguesa, esta igreja foi construída na primeira metade do século XIX e inaugurada em 1850. A arquitetura externa, com características coloniais, foi bastante modificada e esta rodeada de edificações do século XIX e início deste. Internamente, sua arquitetura é rica. Foi tombada e restaurada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1963 e encontra-se no povoado de Porto de Cima.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto

Dada a obrigatoriedade pela coroa portuguesa, à prática religiosa na época, Morretes, ressentia-se de uma igreja. Por esta razão, em 1769 obteve licença do Papa para a construção de uma capela devotada à Nossa Senhora.
Em meados de 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz, no mesmo local da primitiva capela, num dos pontos mais elevados da cidade. Numa procissão, em 1849, a imagem de Nossa Senhora do Porto, Padroeira da Vila, caiu do andor, fazendo-se em pedaços. No mesmo ano, foi encomendada uma imagem vinda da Bahia, esculpida em madeira, com revestimento de gesso. Inaugurada em 1850, possui em seu interior uma Via-Sacra a óleo executada pelo famoso pintor morretense Theodoro de Bona. Em frente a igreja está instalado um sino vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja. Localiza-se no Largo da Matriz.

Igreja de São Benedito

Os dados históricos referentes a esta igreja apresentam controvérsias. Consta como construída por escravos em 1765 ou que a data de sua fundação foi em 1863, com sua torre edificada somente 53 anos mais tarde, em 1916, por iniciativa do provedor e tesoureiro Capitão Roberto França; ou ainda que foi inaugurada em 01 de janeiro de 1884 e benta em 7 de setembro do mesmo ano.
Seu estilo é colonial e seu acervo artístico e histórico ainda permanece bem conservado. É tombada pelo Patrimônio Histórico e localiza-se na confluência das ruas Conselheiro Sinimbu e Fernando Amaro.

Casa Rocha Pombo

 

A casa é uma homenagem a Rocha Pombo, que, nascido em Morretes, tornou-se uma das maiores expressões paranaenses como historiador, escritor, professor e político.
Suas características arquitetônicas são simples, em estilo colonial da época dos jesuítas e foi construída em duas frentes, uma para a cidade e outra para o rio Nhundiaquara. Nela funciona um centro cultural, além de expor a maquete da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi em escala 1:5000.

Está localizada no Largo Dr. José Pereira, 43. Tel: (041) 462-1207.

 

Marco Zero

Aos 31 de dezembro de 1733, fixou-se o Marco Zero desta cidade, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou aos oficiais da Câmara Municipal da Vila de Paranaguá, que demarcassem 300 braças para delimitação do município. Localiza-se às margens do rio Nhundiaquara, na Rua General Carneiro.

Estação Ferroviária

Datada de 1885, tem um estilo arquitetônico de impressionante conservação, sem vestígios de arquitetura moderna, já sofreu diversas reformas, sendo que hoje possui sanitários, lanchonetes e barracas com produtos artesanais. Dela, tem-se uma bonita visão das montanhas da Serra do Mar. Localiza-se na Praça Rocha Pombo.

Rio Nhundiaquara

Em língua indígena nhundi (peixe) e quara (buraco), o rio serviu como primeira via natural de penetração, ligando o litoral ao planalto. Anteriormente denominado “Cubatão” era um dos mais auríferos da região, contribuindo economicamente para o desenvolvimento da mesma.
Uma das mais belas e típicas paisagens morreteanas é a do rio cortando a cidade formando um conjunto com as árvores e edificações existentes em suas margens. É navegável em aproximadamente 12 km, e permite a prática de esportes como canoagem, bóia-cross e pescarias. Como atrações destacam-se a Ponte Velha sobre o rio no centro da cidade, considerada uma obra de arte com portais rebuscados, inaugurada em 1912 e recuperada em 1975 pelo DER por ser uma importante via de comunicação da cidade e por sua importância histórica e turística no contexto de Morretes; e a localidade denominada Prainhas, onde o rio se espraia, formando agradável recanto para lazer, com vestígios da histórica trilha do Itupava e acesso por Porto de Cima.

Cascatinha

Local privilegiado pela natureza, a apenas 5 km da cidade, circundado por um lindo bosque às margens do rio Marumbi. Depois de uma pequena corredeira, o rio se espraia formando um lago de aproximadamente 10.000 m2, com profundidade entre 1 e 4 m, sendo um ótimo local para banhos e mergulhos. Um imponente paredão de pedras acompanha o rio por longo percurso à direita. Possui infra-estrutura básica de camping, churrasqueiras, sanitários, vestiários e uma lanchonete. Lá se encontra um dos mais antigos e produtivos engenhos de aguardente. Acesso pela Rua Marcos Malucelli.

Pico Marumbi

Também conhecido como Olimpo, se destaca em altura, na cadeia de montanhas denominada conjunto Marumbi. Com 1539 m, é o ponto preferido para a prática do montanhismo, por proporcionar escaladas em todas as modalidades e graus de dificuldades. No caminho entre a estação e o pico Marumbi, situa-se a cascata dos Marumbinistas, uma queda d’água quase vertical, que precipita de uma altura de aproximadamente 50 m, constituindo-se numa magnífica paisagem, na passagem obrigatória de todos que rumam em direção ao Marumbi. O pico localiza-se dentro do Parque Estadual Pico do Marumbi, criado em 1990 com área aproximada de 370 ha.

Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi

Abrange também parte de outros municípios e, foi criada com o objetivo de disciplinar e controlar a ocupação do solo, proteger os recursos naturais renováveis, as paisagens, as localidades e os acidentes geográficos naturais adequados ao repouso e à pratica de atividades recreativas, desportivas ou de lazer, visando a preservação e a valorização dos elementos naturais e culturais que compõem a área. Ocupa 66.732 ha, e compreende grande parte da Serra do Mar tombada desde 1986, pela Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e, uma pequena porção oriental do Primeiro Planalto.

Abriga um elenco de atrações de motivação turística – ecológica, tais como: Estrada da Graciosa; Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba; Mananciais da Serra; Caminhos da Graciosa, do Arraial, do Itupava e da Cachoeira; e parte da represa do Capivari. Algumas atrações podem ser alcançadas pelo Município de Morretes, como o conjunto Marumbi, os Saltos Redondo e dos Macacos que formam um seqüência de quatro piscinas naturais além da cachoeira Véu da Noiva, queda de beleza indescritível formada pelo rio Ipiranga localizada em local de difícil acesso.

Salto dos Macacos

O rio dos Macacos precipita-se de uma altura de 70 m, sobre uma laje granítica, formando impressionante piscina natural. Em seguida como um degrau, forma outro salto, o Redondo, com aproximadamente 30 m de queda livre e 20 m de largura, proporcionando um espetáculo maravilhoso, que pode ser avistado ao longe, durante a viagem de trem ou litorina. Porém para admirar de perto a beleza cênica do conjunto, dois são os caminhos de acesso: por ferrovia, desembarcando em Engenheiro Lange, numa caminhada de 2 a 3 horas, por uma rodovia, num trajeto de 4 km de carro, entre Porto de Cima e Engenheiro Lange e a partir deste ponto, mais 2 horas de caminhada.

Estrada da Graciosa

 

A contínua e progressiva atividade dos mineradores fez com que estes subissem o leito dos rios que deságuam na baía de Paranaguá. Desta forma, traçaram os primitivos caminhos para o Primeiro Planalto: o Itupava, da Graciosa e Arraial.
A Estrada da Graciosa, um percurso diverso do Caminho da Graciosa, teve sua construção iniciada no Governo do Presidente da Província Zacarias de Goes e Vasconcelos, não sabendo-se exatamente quando foram concluídas suas obras. Acredita-se que tenha sido por volta de 1873. Partindo da BR 116, a 37 km de Curitiba, a Rodovia PR 410 ou Estrada da Graciosa, é hoje um local de lazer, com churrasqueiras, sanitários, quiosques para venda de produtos típicos, mirantes, a ponte de ferro sobre o rio Mãe Catira e o antigo traçado da estrada chamado Caminho dos Jesuítas, em cuja alusão foi construído em 1997 o Portal da Graciosa, projeto do arquiteto Angel Bernal, executado em pedra e madeira.

Caminhos Coloniais

Os caminhos coloniais, eram a única ligação entre o litoral e o planalto paranaense, em meados do século XVII. Por eles subiram os predadores de índios, os faíscadores de ouro e os homens que povoaram os Campos de Curitiba e os Campos Gerais. Tais caminhos, surgidos espontaneamente de acordo com a necessidade no início da colonização, hoje são percorridos pelo homem moderno na volta ao naturalismo, na descoberta de novas formas de lazer, notadamente o turismo ecológico, que pode ser desenvolvido entre outros, nos caminhos da Graciosa e do Itupava.

Caminho da Graciosa

Teve sua construção em duas etapas: a da Serra do Mar, entre 1646 e 1653 e até o Atuba, entre 1848 e 1870. A estrada era de uso dos índios que desciam a serra para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão. Em 1653 o caminho foi abandonado, utilizando-se o do Itupava e a abertura definitiva só foi possível após a Emancipação da Província, em 1872. Neste meio tempo a estrada foi diversas vezes aberta e abandonada.

Caminho do Itupava

Consta que da trilha original, aberta por caçadores que perseguiam uma anta desde o alto da serra até Porto de Cima, nasceu este caminho, por volta de 1625. Por ela foi feita uma picada facilitando o acesso de mineiros e caçadores de índios. Uma segunda etapa até a Borda do Campo foi aberta em 1649 e 1654. Neste ano, era fundada a povoação de Nossa Senhora da Luz quando então terminou-se o trajeto. Também conhecido como Caminho Real, Caminho da Serra, Caminho de Morretes, de Curitiba etc. Foi uma das mais importantes e antigas estradas do Paraná.

Chácara Reomar

Chácara agropecuária, localizada no Morro Alto na Estrada de Limeira, numa área de 120 alqueires. Possui oito tanques de água corrente para pescarias no sistema pesque e pague, salão para lanche, sanitário, árvores frutíferas, pastos, além de cavalos para passeio. Visitas sábados, domingos e feriados. Tel: (041) 382-3132.

Info. Turísticas

Informações Turísticas

Secretaria de Turismo e Meio Ambiente
Largo Dr.José Pereira, 43
Tel: (041) 462-1207 – Fax: (041) 462-1207

Artesanato

Artesanato e Folclore

O município é um tradicional produtor de cachaça, produzida artesanalmente, utilizando-se de velhos alambiques, que fazem a fama da conhecida pinga morreteana, envelhecida por no mínimo sete anos em tonéis de várias espécies de madeira, responsáveis pela coloração, aroma e sabor característicos. Por exemplo, a “JD”, de tonalidade amarelada, envelhecida em tonel de madeira de carvalho nacional. “JD” são iniciais de João Dias, português que trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar para o litoral paranaense, estabeleceu-se inicialmente numa ilha e, após contato com os índios, veio para Morretes, onde instalou o engenho pioneiro de cana-de-açúcar e aguardente. Ainda famosa, é a pinga de banana. Os principais alambiques estão na estrada do Anhaia.

A cestaria e o trançado de herança indígena também são práticas artesanais.

O Barreado também é feito em Morretes e, segundo especialistas, difere um pouco do preparado em Paranaguá ou em Antonina. O fandango, reunião de danças chamadas “marcas” em Morretes adquiriu características próprias, sendo diferente de outras regiões na toada, nas batidas e na coreografia. Nas festas tradicionais da cidade, é comum dançar-se a Dança das Balainhas e a do Pau-de-Fita.

EcoTurismo

EcoTurismo

O FUTURO – Finalmente, às vésperas do século XXI a humanidade passa a compreender que sua superioridade frente à natureza é relativa. Apesar de toda a instrumentalização política que cerca a questão, é inegável o avanço e a ampliação da consciência ecológica.

É como se enfim compreendêssemos que nosso poder sobre a natureza tem um limite e que esse limite é a nossa própria sobrevivência. Meio-ambiente e desenvolvimento que já percorreram rotas tão constrastantes, encontraram agora, nesse final de século, um ponto ideal de convergência.

É cada vez mais claro, de um ponto de vista lógico, o absurdo de uma exploração inadequada dos recursos naturais. a superação dessa questão é que poderá garantir às gerações futuras que o atendimento de suas necessidades não terá sido compremetido pelo atendimento das nossas. As grandes agâncias de longo prazo – como o BNDES, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – já incluíram como uma de suas prioridades em seu planos estratégicos, a discussão do conceito de desenvolvimento sustentável.

Há muitos anos já vêm exigindo uma prática ambiental sadia por parte dos governos e empresas que apoia, concedendo inclusive financiamento a projetos de controle ambiental. Trabalha-se hoje a nocão de responsabilidade econômica pela proteção à natureza. O tombamento da serra do Mar foi uma grande conquista que abre uma nova perspectiva nesse sentido econômico para as cidades litorâneas a quem cabe, em última instância, sua preservação.

O Município de Morretes, cidade histórica encravada aos pés da Serra do Mar, ao invés de sofrer com as limitações da nova legislação ambiental vê, na possibilidade de implementação do Eco Turismo o caminho de recuperação econômica nos próximos anos. No Paraná, o turismo já é uma atividade consolidada e um dos seus trajetos clássicos é a viagem ao litoral, seja pela estrada de ferro Curitiba – Morretes – Paranaguá, considerada por engenheiros do mundo inteiro como uma obra-prima, seja pela Estrada da Graciosa, construída durante o império e urbanizada por Airton Cornelsen na década de 1950, levando necessariamente o turista a Morretes.

Além da beleza deslumbrante da paisagem da Serra, a exploração turística e desportiva do Pico do Marumbi, das corredeiras do Rio Nhundiaquara, das trilhas e caminhos coloniais em meio a mata, com seus recantos repletos de cascatas, tem uma forte potencialidade de atrair adeptos do montanhismo, da canoagem, campistas e amantes da natureza em geral.

Por outro lado, a beleza do casario colonial de Morretes, relativamente bem preservado, ao lado dos monumentos históricos e religiosos, atraem uma outra parcela de turistas em busca do pitoresco e da diferença cultural. Nesse sentido, apostando em um desenvolvimento sustentado com base no Turismo e no Lazer, Morretes vem direcionando seus esforços para criar uma estrutura capaz de realizar esses ideais de uma forma moderna, eficiente e rentável para toda a comunidade.