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Antonina

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Aspectos Econômicos 

Até fins de 1970, Antonina sobreviveu quase que inteiramente graças ao Porto, que gerava setenta por cento dos empregos diretos e indiretos. Atualmente com assistência especializada, possui uma produção agrícola bastante diversificada, inclusive com plantio em larga do café e grandes áreas com o reflorestamento do palmito. A pecuária, principalmente a de gado leiteiro e de bubalinos, encontra-se em grande desenvolvimento, além de pequeno comércio e algumas indústrias como as de conserva, bala de banana e carvão vegetal.

Aspectos Sociais
É uma cidade histórica, notadamente pelo conjunto arquitetônico antigo, ruas estreitas e uma tranqüila população que conserva sua tradições culturais e religiosas. Até o final de 1970 a principal fonte geradora de empregos diretos e indiretos, foi o Porto Barão de Tefé. A população está em torno de 16.773 habitantes

Aspectos Geográficos
A área do município de Antonina é de 846 km2. Situa-se na extremidade ocidental da baía de Paranaguá, a 5 m de altitude. O clima apresenta-se quente durante todo o ano, com alto nível pluviométrico. A temperatura média no verão é de 22º C e no inverno, 18º C. Dista 84 km da capital.

Infra-estrutura de Acesso
Rodoviária Estação Rodoviária
Rua XV de Novembro, s/n
Tel: (041) 432-1272

História

Foi ali que nasceu o Paraná, no século XVI, durante o Ciclo do Ouro, quando surgiu Paranaguá e no século seguinte as vilas de Antonina e Morretes.
É uma cidade histórica, notadamente pelo conjunto arquitetônico antigo, ruas estreitas e uma tranqüila população que conserva suas tradições culturais e religiosas. Os primeiros povoados datam de 1648 e 1654. Além da estraordinária beleza paisagística, Antonina com seus monumentos históricos e sua bela baía, oferece também diversos atrativos turísticos.
Seu terminal portuário, que foi o 4º do Brasil no ciclo da erva-mate, foi recentemente reativado para o escoamento de carga geral, e que funciona num sistema de barcaças,único no país.

Sua baía é a mais adentrada do litoral brasileiro e suas águas são propícias para os esportes aquáticos.
O capitão-Provedor sesmeiro de Nova Vila (Paranaguá), Gabriel de Lara, concedeu as primeiras sesmarias do litoral paranaeanse aos senhores Antonio Leão, Pedro Uzeda e Manuel Duarte, considerados fundadores de Antonina.

Segundo Ermelino de Leão, entretanto, o fundador da Capela de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa (Antonina) foi o Sargento-Mor Manoel do Vale Porto.
Em 1714, D. Frei Francisco de São Jerônimo, bispo do Rio de Janeiro, autorizou a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, 12 de setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação de Antonina.

Era conhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas. Em agosto de 1797, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao D. Príncipe D. Antônio. Em 06 de novembro de 1797, sua sede foi elevada à categoria de Comarca da Província de São Paulo.

Pontos Turisticos

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar:
No ponto mais alto de Antonina, de onde se descortinam a baía, montanhas e parte de Paranaguá, a Igreja Matriz confunde-se com a história da cidade, fundada em 1714. Situa-se no centro da cidade, na Praça Coronel Macedo.

Igreja de São Benedito:
De construção secular, suas características coloniais foram alteradas sem serem seguidas normas de restauração. Segundo a tradição, esta igreja era refúgio religioso dos escravos que viam no milagroso Santo, o seu protetor contra a perseguição do homem branco. Está localizada na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa.

Igreja Bom Jesus do Saivá:
Monumento histórico do século XVIII, teve sua construção iniciada provavelmente entre os anos de 1789 e 1817, quando a mulher do Capitão-mor da cidade, o ilustre Manoel José Alves, fez promessa de construir uma capela dedicada ao culto do Senhor Bom Jesus se obtivesse a graça de ser curada de uma grave enfermidade. Em virtude do falecimento de seus principais patronos em 1837, a capela não foi concluída, dependendo de outros donativos para o seu término. O monumento religioso foi tombado em 1970 e, completamente restaurado em 1976. Está localizado próximo a Estação Ferroviária, na Praça Carlos Cavalcanti.

Fonte da Carioca:
Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969, foi o único meio de abastecimento da cidade, desde 1867 até o final da década de 30. Consta que a fonte recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880, o qual bebeu da fresca e cristalina água, envolta em crenças populares. Está situada no lado esquerdo da Praça Carlos Gomes da Costa e é composta por quatro pequenas torres, um receptáculo de captação da água que ali verte, totalmente coberto e, uma porta de madeira na parte frontal com bonito brasão imperial.

Estação Ferroviária:
A Estação Ferroviária de Antonina, terminal ferroviário da Linha Morretes-Antonina, é exemplo vivo da fase áurea do mate, quando Antonina se destacava como 4º porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano de 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio possui bom desenho de arquitetura, com detalhes e requintes, como a cobertura da plataforma de embarque confeccionada em ferro pré-fabricado. Atualmente abriga o Museu da Estação criado em 21 de julho de 1987, com a finalidade de reunir e conservar obras de arte ou de valor histórico relacionadas à cidade de Antonina, bem como promover exposições temporárias. Localiza-se na Avenida Uruguai, 179.

Sede da Prefeitura Municipal:
O prédio que serve de sede à Prefeitura Municipal é uma construção de aspecto centenário, mas data de 1914. Possui uma placa comemorativa do 44º ano de visita do Imperador D. Pedro II à Antonina. No seu interior destacam-se bonitas pinturas a óleo com motivos diversos, entre os quais uma paisagem da baía de Antonina. Está localizada na Rua XV de Novembro.

Theatro Municipal:
Construído na segunda metade do século XIX, localiza-se na Rua Carlos Gomes da Costa numa área construída de 630 m2. Remonta à fase áurea da economia de Antonina, de linhas ecléticas ricas em adornos. Consta que o “theatro” teria sido erguido pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875. A Prefeitura adquiriu o espaço no início do século XX.

Praça Coronel Macedo:
Antiga Praça da República, foi denominada Coronel Macedo em Homenagem ao ilustre Prefeito que dedicou especial cuidado ao mais antigo e belo logradouro da cidade, que possui em seu entorno, diversos monumentos que provam o esplendor do ciclo da erva-mate. O coreto, o chafariz e algumas árvores raras, como duas canforeiras no extremo da praça, próximas à Igreja de Nossa Senhora do Pilar, são algumas de suas atrações, além do busto em bronze e a carta testamento de Getúlio Vargas.

Praça Romildo Gonçalves Pereira – Feira-Mar:
Recanto de onde se descortinam a bela baía antoninense, os baixios, embarcações primitivas e motorizadas e os navios que chegam e partem do ancoradouro, além das serras azuladas que contornam o mar. Possui uma quadra poliesportiva e um busto de bronze de Davi Antonio da Silva Carneiro. A seu lado estão o Mercado Municipal e o Relógio do Sol.

Complexo Industrial Matarazzo
Edificado na primeira década do século XX, em estilo romântico, é composto pelas instalações de moinhos de trigo, casas para funcionários, escola, vila de operários e outros. O conjunto arquitetônico é testemunho de uma fase importante da economia do Estado – o ciclo da erva-mate. Localiza-se junto ao Porto de Antonina, na Avenida Conde Matarazzo.

Prainha:
Praia com aproximadamente 200 m de comprimento e 10 m de largura, na baía de Antonina. Possui águas claras e rasas, vegetação rasteira e elevações junto ao mar. O acesso é pela estrada que vai a Ponta da Pita. Possuindo área de lazer, lanchonetes, ancoradouros para barcos pequenos etc. Localiza-se no Bairro Itapema, a 4 km do centro.

Ponta da Pita:
Formação rochosa que avança dentro da baía, é um agradável local de lazer, ideal para banhos, pescarias e piqueniques. Localiza-se no Bairro Itapema.

Ponta do Félix:
Constitui-se no ponto mais calmo e isolado da região. O enroncamento de quase 500 m foi uma tentativa de se construir no local um cais para exportação de ferro. A obra, porém, não foi levada adiante e o terminal que vai até a passagem do canal serve hoje como área de lazer, sendo um dos locais preferidos pelos pescadores. Localiza-se no Bairro Itapema, a 6 km do centro.

Rio do Nunes:
Possui 10 m de largura e seu leito é revestido de pedregulhos e água límpida. Constitui-se em agradável praia fluvial, em área gramada e arborizada, usada para acampamentos e possuindo ainda mesas, bancos, churrasqueiras, bar, vestiário e sanitários. Localiza-se a 16 km de Antonina, no distrito de Cacatú, com acesso pela PR 340.

Pico Paraná:
Situado na divisa entre Antonina e Campina Grande do Sul, possui 1962 m, sendo o mais alto do Sul do Brasil. Foi descoberto por Reinhard Maack e conquistado em julho de 1941. Hoje quando já se comemorou o cinqüentenário de sua conquista, o pico faz parte do roteiro dos aficionados pelo montanhismo. Pertence o ponto culminante à Antonina, sendo o seu acesso feito por Campina Grande do Sul.

Parque Estadual Roberto Ribas Lange:
Criado em 1994, com área aproximada de 2698.68 ha é parte integrante da Área de Interesse Turístico do Marumbi. O acesso é difícil e as escaladas devem ser acompanhadas por guias especializados. Informações: Tel (041) 322-1611 (Secretaria Estadual do Meio Ambiente).

Bairro Laranjeiras:
Caracteriza-se por possuir dois atrativos singulares: a Fonte da Carioca, que abasteceu a cidade de água no período compreendido entre 1867 e 1930, sendo hoje tombada pelo Patrimônio Histórico e a Fonte das Laranjeiras, construção também do século passado e que totalmente restaurada, constitui-se numa atração ligada aos primórdios da cidade. Atingida por caminhos de paralelepípedos, em meio a densa vegetação, situa-se no início da trilha que leva ao Morro da Pedra, de onde descortina-se magnífica vista da cidade.

Bairro Alto:
Com seus rios, cachoeiras e densa vegetação, vai se firmando como nova área de lazer e caminhadas ecológicas, não só pelo seu apelo natural, mas pelo interesse histórico, como os vestígios da antiga Usina Cotia, pelo lugar onde teve início a colonização japonesa no Paraná ou ainda pela inúmeras trilhas, como a da Conceição que outrora fazia a ligação entre o local e Apiaí (SP) e cujos trechos remanescentes permitem que se percorra o trajeto entre a Represa do Capivari e o Bairro Alto.

Rafting:
Descida em bote inflável pelas corredeiras do rio Cachoeira, com percurso de aproximadamente 3 km, onde pode-se apreciar as belezas naturais, principalmente o Pico Paraná, o mais alto do sul do Brasil. Possuindo de fácil à média dificuldade e duração de 45 minutos, permite a participação de crianças a partir de 10 anos. O inicio do passeio é no Bairro Alto, dentro do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, onde existe toda uma infra-estrutura: vestiários, lanchonete, restaurante, área de camping, quadra de vôlei, churrasqueira, além de atividades como cavalgadas e caminhadas por trilhas ecológicas. O acesso é feito pela Rodovia BR 277 ou pela Estrada da Graciosa, até a entrada de Antonina, depois pela PR 340, até a Usina Parigot de Souza. Telefax: (041) 332-1446.

Usina Hidrelétrica Parigot de Souza (Capivari-Cachoeira):
Localizada no distrito antoninense de Cacatú, a 35 km do reservatório central situado junto à BR 116, sendo a água conduzida por um gigantesco túnel que atravessa a Serra do Mar. A água captada no reservatório do Rio Capivari deságua no rio Cachoeira, tornando-o bastante caudaloso. As visitas só são feitas mediante autorização da Companhia Paranaense de Energia – Copel através do Departamento de Relações Públicas. O acesso se dá pela PR 340. Tel: (041) 322-3535.

Porto Barão de Tefé:
Quando do apogeu da erva-mate no Paraná, o Porto de Antonina chegou a ser o quarto do Brasil. A queda na produção do mate e a Segunda Guerra Mundial acabaram por deslocar o centro portuário do Estado para Paranaguá. Por muito tempo, o carvão mineral empregado em nossas indústrias, vindo de Santa Catarina, foi descarregado neste porto, sendo que atualmente encontra-se em funcionamento. Localiza-se na Avenida Conde Matarazzo. Tel: (041) 432-1448.

Artesanato e Folclore

O trabalho artesanal do município consiste no fabrico de pilões de madeira de lei, cestaria em cipó e taquara, além de miniaturas de canoas, violas e outros que são fabricados de uma madeira chamada cacheta.
O barreado, originário dos sítios de pescadores do litoral, tem em Antonina sua cidade devota, pois o prepara há mais ou menos dois séculos, seguindo a receita de pessoas antigas descendentes dos caboclos litorâneos.

Fundada em 1975, a Filarmônica Antoninense está incorporada ao folclore da cidade. É de caráter beneficente e destina-se a promover e desenvolver a cultura e a tradição musical, participando em atividades cívicas e integrando a juventude antoninense. O fandango é conservado nesta cidade com características semelhantes às de todo o litoral, onde tamancos, violas e cantigas fazem desta tradicional dança uma prova de persistência do caboclo litorâneo que não a deixa morrer.
O Bloco Carnavalesco Apinagés, foi fundado em novembro de 1923 pelo marinheiro paraense Benedito Jesus Pereira, segue primitivas tradições indígenas e constitui-se em folclore de Antonina, sendo um dos mais famosos e antigos do Paraná.

Como Chegar

Chegar a este pequeno paraíso de apenas 98km de costa é tão agradável quanto fácil:

-pela moderna rodovia BR 277, pavimentada e com duas pistas;
-pela centenária Graciosa;
-ou ainda pela incomparável Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba.

Todas as opções numa distância de aproximadamente 100km, com paisagens magníficas, entre o 1º planalto e o Litoral.


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