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Estimativa é que orientações e advertências destes profissionais aos banhistas salvaram centenas de pessoas nos primeiros 30 dias da Operação Verão. O número de resgates aumentou 35,92% na comparação como mesmo período da temporada passada – subiu de 618 para 840 casos.

Os guarda-vidas do Corpo de Bombeiros já fizeram mais de 70 mil orientações e advertências aos banhistas no Litoral do Paraná nos primeiros 30 dias da Operação Verão, iniciada em 21 de dezembro. O número corresponde a um aumento de 17,89% nas ações preventivas na comparação ao mesmo período da temporada passada. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pela Coordenação Geral da Operação Verão Paraná.

De acordo com o comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e coordenador das ações dos bombeiros no Litoral nesta temporada, tenente-coronel Gerson Gross, ações preventivas salvam vidas, tanto uma orientação dos guarda-vidas quanto a retirada de uma pessoa da água são formas de proteger os banhistas.

“Estamos trabalhando fortemente na prevenção dos afogamentos. Também constatamos um aumento considerável na entrega de pulseirinhas de identificação, no uso do aplicativo que facilita o contato com o Corpo de Bombeiros, nas advertências e orientações”, destaca o tenente-coronel Gross.

BALANÇO – De 21 de dezembro de 2018 até 20 de janeiro de 2019, o Corpo de bombeiros registrou 10 mortes por afogamento, um aumento de 66,67% em relação ao primeiro mês da Operação Verão passada, mesmo com um crescimento de 35,92% nos resgates (de 618 para 840).

Segundo o tenente-coronel, as mortes ocorridas são de pessoas que entraram na água fora do horário de atendimento dos guarda-vidas ou da área protegida por estes profissionais, demarcadas com as bandeiras de perigo e alerta. “Por isso, é muito importante a população se banhar sempre entre as bandeiras compostas pelas cores vermelho sobre amarelo e próximo aos guarda-vidas”, alerta.

Neste primeiros 30 dias também foram registrados crescimentos de 9,07% no número de pessoas queimadas por águas-vivas (subiu de 904 para 986) e de 35,92% nos resgates (de 618 para 840). “Um resgate na praia é identificado pelo bombeiro e denominado desde grau 1 até grau 6. A partir do grau 3 a pessoa precisa ser hospitalizada. Nestes casos, o Corpo de Bombeiros acompanha a evolução desta vítima até que tenha alta”, explica o tenente-coronel.

Também houve aumento de 7,27% no combate a incêndio (de 55 para 59 casos); de 71,24% no número de crianças perdidas/encontradas (de 372 para 637) e de 6,13% na entrega de pulseirinhas de identificação (de 18.523 para 19.659). “Crianças identificadas são crianças seguras. A pulseirinha contribui para o encontro mais rápido dos responsáveis”, completa o tenente-coronel.

APP – A novidade nesta temporada é o aplicativo Corpo de Bombeiros do Paraná, que possibilita um rápido contato do usuário com os bombeiros em casos de emergência e que atualiza a localização dos 89 postos guarda-vidas. “O App conta com todas as localizações dos postos guarda-vidas para que a população possa se banhar próximo a um profissional, com rota, inclusive por GPS. Além destas facilidades, há várias informações de como agir em caso de emergência e também os alertas de temporal, raios, chuva e ventos”, explica Gross.

ESTRUTURA – O Corpo de Bombeiros está com serviços reforçados no litoral do Estado desde o início da Operação Verão Paraná. Dos 700 bombeiros militares que atuam nas praias, 450 são guarda-vidas. Há, ainda, o apoio de 23 guarda-vidas civis que fizeram treinamento com o Corpo de Bombeiros. Além dos postos fixos, o Corpo de Bombeiros disponibiliza postos móveis para atender os municípios de Morretes e Antonina. São quase 60 quilômetros de extensão de áreas frequentadas por banhistas nos diversos balneários da faixa litorânea.