Apesar dos apelos para que os curitibanos não desçam ao Litoral do Paraná por causa do avanço da Covid-19, o movimento na BR-277 em direção ao Litoral paranaense na manhã deste sábado (19) era o dobro do normal.

Segundo informações da Ecovia, concessionária que cuida do trecho entre Curitiba e as praias do Paraná, o movimento era de 1300 carros por hora, o dobro do normal. A sugestão de ficar em Curitiba foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A razão do apelo é simples: se muita gente for ao Litoral e se contaminar, fica difícil atender todo mundo. “A gente tem orientado de forma geral que quem puder ficar em casa, não viajar, que tome essa decisão. Quem tiver a escolha de fazer reunião familiar menor, é importante’, afirmou o secretário Beto Preto. “O vírus está em franca ascensão, com transmissão comunitária muito forte. Qualquer movimento abrupto pode causar contágio”, continuou. “Nosso apelo também é no sentido que as pessoas diminuam a reunião familiar do Natal, pensando na saúde. Não queremos transformar datas importantes, de comemoração, em datas de tristeza para o futuro”.

Tradicionalmente, o Litoral vê um inchaço de pessoas no verão. A população nos sete municípios litorâneos é de 300 mil pessoas. Considerando as três cidades que têm balneários, o total é de pouco mais de 100 mil pessoas – a população é de 27,9 mil em Pontal do Paraná, 35,2 mil em Matinhos e 37,5 mil em Guaratuba.

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Apesar de apelos de autoridades, movimento em estrada para o Litoral do Paraná é o dobro do normal neste sábado

(Foto: Divulgação/arquivo Bem Paraná)

https://bfa678c569a3c4cc9088583666f194f9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html19/12/20 às 12:08 Atualizado às 12:09Redação Bem Paraná

Apesar dos apelos para que os curitibanos não desçam ao Litoral do Paraná por causa do avanço da Covid-19, o movimento  na BR-277 em direção ao Litoral paranaense na manhã deste sábado (19) era o dobro do normal. Segundo informações da Ecovia, concessionária que cuida do trecho entre Curitiba e as praias do Paraná, o movimento era de 1300 carros por hora, o dobro do normal. 

A sugestão de ficar em Curitiba foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. A razão do apelo é simples: se muita gente for ao Litoral e se contaminar, fica difícil atender todo mundo. “A gente tem orientado de forma geral que quem puder ficar em casa, não viajar, que tome essa decisão. Quem tiver a escolha de fazer reunião familiar menor, é importante’, afirmou o secretário Beto Preto. “O vírus está em franca ascensão, com transmissão comunitária muito forte. Qualquer movimento abrupto pode causar contágio”, continuou. “Nosso apelo também é no sentido que as pessoas diminuam a reunião familiar do Natal, pensando na saúde. Não queremos transformar datas importantes, de comemoração, em datas de tristeza para o futuro”. Tradicionalmente, o Litoral vê um inchaço de pessoas no verão. A população nos sete municípios litorâneos é de 300 mil pessoas. Considerando as três cidades que têm balneários, o total é de pouco mais de 100 mil pessoas – a população é de 27,9 mil em Pontal do Paraná, 35,2 mil em Matinhos e 37,5 mil em Guaratuba. Contudo, somente no último Réveillon, as três cidades receberam 2,5 milhões de visitantes, de acordo com cálculos da Secretaria. A grande maioria deles era de Curitiba.

“É claro que tem muita gente que vai descer”, disse Beto Preto, que teme uma aglomeração de milhões de pessoas e ressalta que é bom que as pessoas tenham consciência de que isso é perigoso. “Quero reiterar que o ano de 2020 é um ano diferente do que foi 2019, e tenho certeza que vai ser diferente em 2021”, continuou. “Já perdemos mais de 7 mil paranaenses. É muita perda, muita tristeza para famílias inteiras”. A Sesa tomou providências para ampliar a rede hospitalar no Litoral. “Mas tudo isso não resolve se houver explosão ainda maior de casos de Covid-19”, alertou o secretário.

Por enquanto, não há previsão de se criar barreiras sanitárias para evitar o fluxo de turistas no Litoral. “Os municípios fizeram isso, talvez agora não tenha. Mas não podemos ter uma aglomeração no Litoral”, reforçou.

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