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Postado 26/02/2017 por André Reu em Noticias
 
 

Acidentes com águas-vivas passam de 26 mil e bate recorde



Os acidentes com águas-vivas no Litoral do Paraná passam de 26 mil nesta temporada, e é o recorde de ocorrências desde 2011, quando o primeiro grande surto aconteceu nas praias do Paraná. Até este domingo (26), eram registrados 26.732 casos de queimaduras provocadas pelo contato com o animal.

Na temporada 2011/2012 foram 20.473 casos. depois em 2012/2013 foram 17.846 registros feito pelos bombeiros no Litoral. Na temproada 2014/2015 os casos cairam para 2.481 e na temporada passada 14.263.

De acordo com a bióloga e coordenadora da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria de Estado da Saúde, Tânia Portella, o fenômeno tem se tornado comum nos últimos anos e afeta também o litoral de Santa Catarina. “Isso se deve ao comportamento das correntes marítimas e também às condições favoráveis para a reprodução das águas-vivas. É importante lembrar que elas estão em seu habitat natural e somos nós que dividimos este espaço, sobretudo agora no verão”, ressaltou.

A grande maioria dos acidentes com águas-vivas ocasionam quadros leves, onde a vítima relata apenas dor em queimação no local de contato com o animal. Neste tipo de caso clássico, a assistência é feita na beira da praia, pela equipe de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros.

“O atendimento consiste na aplicação de vinagre na região da pele que teve contato com os tentáculos da água-viva. Isso serve para aliviar a dor e barrar a ação da toxina do animal”, explica Tânia. Após o acidente, é possível também aplicar a própria água do mar na pele dolorida.

Em caso de dúvidas, a Secretaria de Estado da Saúde também disponibiliza uma central telefônica 24h para orientar o cidadão sobre o que fazer em caso de acidentes com águas-vivas e outros tipos de envenenamentos/intoxicações. O Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná atende pelo telefone 0800-410-148. A ligação é gratuita.

Veja alguns cuidados para evitar acidentes com Águas-Vivas

1. Procure estar sempre em uma área protegida por guarda-vidas.

2. Pergunte ao guarda-vidas se há grande incidência desses animais marinhos no local e, se houver, evite entrar no mar.

3. Entre no mar no máximo com a água até a cintura.

4. Se você sentir dor em queimação ou ardência, saia imediatamente da água, pois pode ter sofrido um acidente de contato com águas-vivas.

5. Lave o local com água do mar sem esfregar as mãos na área afetada (nunca lave com água doce, ou outra substância, como bebidas alcoólicas ou urina).

6. Procure um posto de guarda-vidas para colocar vinagre na área atingida (isso neutraliza a ação da toxina).

7. Pessoas alérgicas, que apresentarem outros sintomas, como mal-estar e vômito, ou tiverem grande área corporal atingida, devem procurar atendimento médico.

8. Não toque nos animais, mesmo aqueles que estejam aparentemente mortos na areia da praia.

Em caso de dúvidas, ligue para Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná – 0800-410-148.



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